Por que temos tanto apego com a realidade?

Pra que tanto apego à realidade das suas próprias vidas ou das vidas alheias, mas que lhe são muito próximas? Pra que essa busca tão literal da concretude do mundo? Por que não conceber mais pessoas invisíveis, inaugurar mundos para essas pessoas? Criar como se criava mais livremente em outro tempo Parece que ao mesmo tempo que existe um fascínio pelo real, um fascínio que se expressa nessas obras, existe também uma recusa da fantasia

Uma ojeriza pela ficção Criar um ser fictício, inventar para esse ser feições imprevistas, dar a esse ser um nome Cada uma dessas medidas parece ter se tornado pra muitos artistas e muitos escritores um gesto impossível

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.