LOJA DE ROUPA: ESTRATÉGIAS PARA VENDER MAIS

O varejo, cara, de moda, assim, o mínimo do mínimo é triplicar o preço de custo No mínimo O ideal seria quintuplicar o preço, que aí você tem margem pra poder vender para a revenda, tem metade da margem, e dinheiro para poder bancar troca, bancae defeito que vai vir de vez em quando, troca de cliente, mas quintuplicar o valor seria o ideal

Matheus:- É, que o pessoal tá começando agora assim a aceitar mais o preço, dificilmente alguém reclama, quando a pessoa não compra, não tem dinheiro e ela não reclama mais, não fala que tá caro, então isso já foi um avanço pra gente também, a gente sofria no início com isso, aumentava um pouco, o pessoal: “pô, tá muito caro”, o varejo também, a galera tá entendendo que é a marca Bruno: – É né, tem que construir valor né, a marca, cara, é uma coisa que realmente requer bastante investimento pra poder você poder cobrar sabe, não é à toa que uma Reserva ela consegue cobrar o valor que consegue, uma Onsklen consegue cobrar o valor que ela cobra, que é muito investimento para poder se posicionar, pessoas famosos usando, é cara, e e todo aquele tempo ali de impacto da marca no mercado O fato de eles cobrarem mais hoje em dia não significa nem que o custo da roupa seja maior, pelo contrário, é até menor, porque eles migram produção, se ficar cara aqui eles começam a produzir no Paraguai, hoje é moda, a escala também baixa o preço dos materiais, mas em compensação a marca ganhou força

Matheus – Só que eu também não posso exagerar porque meu público também não é uma galera que tem muito para comprar, pagando caro Bruno: – É, tem que ter um meio termo aí Matheus :- Eu sei até quanto eu conseguiria cobrar porque eu vejo outras marcas e a galera compra e paga sei lá 120 numa camisa, até 150 numa camisa e eu vejo a galera comprando a mesma galera que compra comigo, então só Bruno: o ponto principal de vocês é a camisa, né? Ou não? É camisa? Matheus: – Sim sim deveria ser, né

Bruno: – Mas não é? Matheus: – Então, a gente deu uma desviada um tempo porque a gente começou a vender cordão, e os cordões começaram a sair muito mais porque é mais barato, tem um giro maior, mas agora estou até pensando em destacar isso, né, acessórios, vestuário, e focar na marca ali, porque o cordão não é da marca, né, era o acessório só Bruno: – O acessório eu vejo até como vale a pena mas o objetivo é vender pro cara que compra roupa né, não trazer um cliente pra vender o cordão pra ele é vender o cordão para quem compra a camisa Matheus: É, estava acontecendo o inverso, a gente não tava trazendo clientes de acessórios e não comprava roupa e a ideia é justamente esta, de vender a camisa e oferecer um cordão também mas acabou invertendo Eu tô para criar um outro canal pra isso, e até colocar alguém para trabalhar só com isso, pra instagram de acessórios mais, criar uma outra marca, destacar isso né na Pormenor Até porque na Pormenor eu não consigo ficar com aquela comunicação agressiva de todo dia postar a foto de um cordão e compra, e compra, só oferta e oferta

Bruno: – Não, tem que ter conteúdo Matheus: Não consigo Tem que se preocupar muito com que eu vou postar lá, e é diferente Bruno: É, mas criar outra marca não sei se faz sentido não cara, porque é um trabalho duplicado O que tem que fazer é de repente aumentar a freqüência das postagens para que você consiga postar oferta todo dia, 4/5 postagens por dia e uma só de oferta você consegue postar produto todo dia mas todo dia tem quatro postagem de conteúdo alimentando a audiência, e isso também vai ajudar também na alavancagem da base que é pequena ainda né? Sua base no Instagram Matheus: É, é pequena, o Instagram tem 11 mil

Bruno: É, é pequena ainda Matheus: É, e o meu foco é Instagram hoje, é o principal canal que a gente tem Bruno: – E tráfego, compra? Matheus: Não, não tô comprando porque não tem estoque também, levar a galera pra lugar nenhum, assim Bruno: – E vocês produzem a mercadoria esporadicamente? Matheus: É esse é o grande gap porque a gente faz uma produção, aí gente tem uma base que já compra, a gente consegue vender ali 200 peças mais ou menos e aquilo ali depois fica um vácuo Bruno: – Então, mas você não pega a grana e já produz mais? Espera? Matheus: Então, é que a gente começa a receber parcelado, ou recebe

e também não vende assim duma vez só, vai vendendo ao longo do mês Bruno: Vai vendendo pingado, né? Entendi

É, o ideal é quando (já tem uma produção) receber outra produção, já enfiar outra produção para quando um acabar já tem outro Vocês produzem as mesmas coisas ou são coisas novas? Matheus: – A gente geralmente está produzindo coisa nova mas eu quero fazer esse lance do perpétuo, de uma linha que tem sempre

Bruno: – Isso é fundamental, cara tem que ter uma linha que vai ter sempre Tem que ter uma linha que tem sempre, bateu o estoque mínimo produz de novo e aí a cada três meses lança peça nova para poder vender a mesma base, pra mesma audiência e vocês vendem é de boca para pagar depois e tal? (Não, não mais) Cartãozinho, né? Matheus: Cartão e boleto Bruno: Cartão parcelado e boleto

Isso daí é bom que você consegue gerenciar melhor os recebíveis, antecipa grana sempre que for possível porque cara, os juros da antecipação vale muito a pena pagar se você não tem capital de giro, o preço de não produzir é muito maior do que o de pagar o custo da antecipação do pagarme ou de qualquer intermediador, qualquer gateway Babi: é, geralmente é um 16, é ridículo Bruno: é, e o custo de oportunidade de não vender é muito maior então antecipação para quem não tem capital de giro cara, é obrigatório, tem que fazer

Matheus: É, o meu capital de giro acaba sendo o meu cartão né, eu tenho um cartão que tem um limite alto então tudo que dá pra comprar no cartão eu passo Tecido, mapeamento, qualquer coisa Só serviço que geralmente tem que ser em dinheiro, costureira, estampas, essas coisas Bruno: É, e os custos que vocês não têm hoje já têm que ser englobados no custo fixo do produto porque hoje vocês não tem custo fixo, mas tem que ter, uma empresa crescendo vai ter Matheus: é, tem pouco, só o MEI, uma coisa assim

Bruno: A empresa crescendo vai ter uma costureira fixa, vai ter um aluguel cara, isso já tem que ser previsto hoje senão passa a ser um problema depois Se você prevê isso hoje quando você for contratar essas coisas, o teu preço já tem isso embutido, já tem esse cenário embutido você não sofre

Matheus: É, o primeiro custo fixo que a gente vai ter até agora, assim, o maior de mais peso vai ser uma pessoa que vai produzir conteúdo pra gente, de vídeo e foto porque a gente não têm como fazer isso mais ainda e a gente vai precisar de alguém e vai precisar disso pra vender O primeiro custo mesmo que vai entrar todo mês ali, que vai se comprometer Bruno: Vai fazer meio que um provisionamento ah, já vou deixar aqui previsto no meu custo que daqui a um tempo vou ter que pagar se lá mil reais de aluguel, 1000 de uma pessoa para poder cuidar da postagem de conteúdo, de atendimento ao cliente, vou prever que vou sair do MEI e vou ter que pagar imposto, então hoje eu não pago nada, só pago o fixo, mas eu tenho que pagar 6, 7% de imposto sobre o que eu venho, então tudo isso tem que tá alinhado porque senão você vai sofrer na hora que tiver que migrar Crescer vira um problema, entendeu? Matheus: Sim dá medo de crescer, né? Bruno: Sim, crescer vira um problema

Se você tiver tudo planejado antes, crescer é a consequência sem ser uma dor Matheus: Aí vem a Mentoria! (risos)

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