Devemos nos adequar à velhice?

Quando chega pelos 50, 55 anos, e principalmente nas mulheres, a pessoa tem uma alma que acha ou sente jovem, se sente jovial, e olha no espelho e vê sinais indiscutíveis de que aquela jovialidade do espírito não está presente mais na carne Então surge a vontade, não mais de adequar como deveria ser, a alma ao novo corpo

Surge uma vontade curiosa, hoje estimulada pela cultura e pela sociedade de consumo, que é a vontade de adequar o corpo à alma, ou seja, vamos rejuvenescer o corpo para ele se aproximar daquilo que eu sinto a meu respeito dentro Então as pessoas fazem plástica, uma atrás da outra Parece que ficou feio e proibido envelhecer, justamente numa época em que as pessoas vivem este terceiro período da vida na forma mais longa do que em qualquer outro momento, né? Então essa briga contra o envelhecimento faz com que as pessoas tentem e tendam a tratar a velhice como se fosse uma continuação da mocidade, o que é, na minha opinião, um grande equívoco, porque a velhice é uma terceira fase mesmo, não é? Não sei se é a melhor ou é a pior idade, mas é uma outra fase, e é uma outra fase como tal, e não é assim que as pessoas vêem a velhice hoje As pessoas encaram a velhice como uma espécie de fatalidade horrível que tem que ser evitada a todo o custo por meio das cirurgias, por meio de medicações, por meio de exercícios estafantes, por meio do diabo Tudo, menos envelhecer, né? Então o velho teoricamente ideal é aquele que não envelhece

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.