Como podemos definir a vida?

Não é a vida que diz o que é o corpo É o corpo que diz o que é a vida

É o corpo, agora, que decifrado nos seus mecanismos de vida, ou mecanismos de morte, porque boa parte da medicina e da biologia começou observando cadáveres, observando o que era morte do princípio para daí extrair o que era vida, outras não, começaram com a vida andando Uma boa parte Uma vez que eu observo isso, eu vou dizer o que é, então, o corpo agora, o conhecimento do corpo é o que dá a medida do que é a dignidade da vida É o que dá a medida do que é uma dignidade da vida, que é uma dignidade epistêmica, cognitiva Falar de maneira digna da vida é falar como os saberes das ciências empíricas, biológicas etc, podem me dizer

O resto é superstição Dizer que além dessa vida que eu peço, que eu peso, que eu meço, que eu observo, o restante "o que é a vida?", "o que é o sentido da vida?", isso tudo fica para os ansiosos, para os menos inteligentes, para aqueles espíritos desencaminhados Que não querem se dar o trabalho de sentar na bancada, está entendendo? Ver as lâminas coloridas ou testar novos modelos de computação capazes de dizer para onde a vida vai, ela está indo por ali, ela é vermelha, como a depressão; ela é azul, como a excitação etc etc Veja, essa revolução fez como que nós começássemos a ver algo que nunca tinha tido, ou seja, que no corpo se decifrava a vida, quando até então, era a vida que delegava ao corpo o lugar que ele devia ocupar para que ela pudesse existir, a vida grega, a vida romana e a vida cristã

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.